19 de jun de 2017

A COORDENAÇÃO – 3º Bimestre/ ANO 2017

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A COORDENAÇÃO –  3º Bimestre/ ANO 2017

A nova coordenação que iniciou seus trabalhos na primeira quinzena de Maio se apresenta com o desejo decidido de fazer  valer o que Lacan diz sobre a importância de se construir uma Escola como um lugar de refúgio e base de operação frente ao mal estar na civilização.

Acolher aquele que chega com a transferência de saber sobre o discurso da psicanálise e favorecer uma transferência de trabalho pelo saber para com a psicanálise de orientação lacaniana é um dos pontos que elegemos. A transferência de trabalho é o que conduz para dentro. Desse modo, os participantes da Delegação GO/DF da Escola Brasileira de Psicanálise organizam suas atividades epistêmicas para que promovam o conhecimento sobre a teoria lacaniana, advertidos que a formação em psicanálise se dá para além do estudo teórico, a ser seguidos com uma prática clínica supervisionada e a análise pessoal. Onde seus operadores, praticantes analistas, se apresentam nesse espaço de encontro e estudos para compartilhar e tornar vivo o discurso da psicanálise de orientação lacaniana, na Escola e na cidade. A Psicanálise sempre atenta às mudanças na civilização.

J. A. Miller nos orienta que pensar que a psicanálise é exclusivamente uma experiência de um a um, uma experiência anímica alheia ao caos, ao mal-estar, é um erro. Miller nos convoca ao seu projeto mais atual: tornarmos-nos presentes, não apenas na clínica, na psicologia individual, como diria Freud, mas também na psicologia individual tanto quanto na coletiva, ou seja, no campo político. Não como um partido político, mas como psicanalistas que podem oferecer algo a humanidade neste momento da ou das civilizações.

Convidamos a todos tornar a psicanálise viva na cidade, na clínica e na instituição que fazemos parte a partir do trabalho de cada um, com um desejo que causa para a construção de uma Escola. A Escola Brasileira de Psicanálise no campo freudiano nos orienta a seguir com prudência, mas sempre com entusiasmo.  

Ceres Leda F. F. Rubio – Coordenadora Geral
Waléria Paixão Borges Vieira  - Secretaria de Biblioteca
Fabiola Fiuza – Secretaria de Tesouraria
Ruskaya Maya – Secretaria de Cartéis.

15 de mai de 2017

PERMUTAÇÃO DAS COORDENAÇÕES

Convocamos todos os associados da Delegação GO/DF da Escola Brasileira de Psicanálise para participarem, dia 09/06, Sexta-feira, da atividade de Permutação das coordenações, com a presença da conselheira e membro da Escola Sandra Grostein. A atividade de sábado, 10/06, é uma atividade epistêmica destinada aos associados, mas, aberta e gratuita a todos os interessados no discurso da Psicanálise. Estarão presentes na mesa Ruskaya Maia, Cristiano Pimenta e Ordália Junqueira - Membros da EBP.





11 de mai de 2017

CONFERÊNCIA DE J.A.MILLER

Convidamos a todos para participarem da transmissão da Conferência de J.A. Miller, em Madrid, ao vivo, pela internet. Nomeada, "A vitória contra Le Pen na França e suas consequências na política internacional da Psicanálise".

Data: 13/05/2017
Local: Sede da Delegação 
Horário: 10h
Atividade Aberta





20 de jun de 2016

Texto de Marcela Antelo para a IX Jornada da DG GO/DF - "A adolescência e os impasses do desejo"

Eros e Thanatos na paisagem adolescente

Marcela Antelo

Sabemos que a turbulência que a metamorfose da puberdade desata nos corpos jovens começa, como diz o poeta Chico Buarque de Hollanda, pela primeira fresta. Que acontece com o desejo quando a fresta vira janela aberta de par em par? Como desejar sem fresta?
Na Flor da idade, a experiência do corpo como Outro, como estranho familiar, bem como a inquietante experiência do corpo do Outro, podem conduzir o barco sexual ou sob o comando da pulsão de morte, ou sob o canto de sereia de Eros e suas aventuras, ou sob a batalha de ambos. Do amor a si próprio ao amor por toda a quadrilha, dos prazeres solitários ao encontro impossível com o Outro sexo, a dialética móbil do desejo sustentado na fantasia indica as diversas posições de gozo, os diversos parceiros que o sujeito inventa para confrontar a inexistência da relação sexual.
Numa época de transparência generalizada o opaco captura nosso olhar: desaparição do desejo, indiferença generalizada, atração pela morte, vidas vazias de tempos mortos, solidão conectada, golpes na carne, passagens ao ato de puro risco, são destinos possíveis de alguns adolescentes contemporâneos. Outros fazem contraponto pondo em cena um desejo de outra coisa, mas igualmente sob o risco de afogar-se no oceano de possibilidades infinitas que a época oferece.
Os analistas oferecem um encontro marcado com o sujeito aí, no próprio olho do furacão.